A Escrita e a Criatividade – Texto 1

Eu gosto muito de escrever.

Gosto de colocar no papel as minhas ideias sobre cada assunto. Gosto de ver o meu pensamento a tomar forma, a ganhar corpo, a crescer. Gosto de ver, analisar e a sopesar a coerência entre as ideias expostas no papel. Gosto de sentir que esse (este) trabalho tem alguma utilidade. Gosto de pensar naquilo que cada um pensa sobre este, ou outro, assunto.

Quando escrevo, frequentemente empolgo-me com o que escrevo. Nessas alturas, as ideias saem-me de rajada – claro que necessitando, mais tarde, de correcções e ajustamentos. Só paro então, depois de escrever várias páginas. Mas nem sempre  isso acontece! 

A Criatividade é importantíssima na Escrita.

Sem ela, os textos ficam mais pobres. A Criatividade permite-nos apresentar as ideias com vestes novas, com novas formas, ligando assuntos que parecem desconexos.

A verdade é que tudo pode ser ligado a tudo. Podemos falar de poesia e fazer analogias com o mar, a terra, o céu, o universo, etc. E é essa nossa capacidade de associar coisas, interligá-las ou extrapolá-las que nos permite aumentar o conhecimento, partir para novos voos e criar novas ideias e conceitos.

A Criatividade é importante em tudo aquilo que faço. O meu espírito está sempre aberto a novas ideias. Mais do que isso, procuro novas ideias, vou em busca delas.

(continua)

 JMatias   27_07_2013

Sobre josematias

Licenciado em Engenharia Electrotécnica, ramo Energia e Potência, pelo I.S.T., em 1977, cedo comecei a leccionar no Ensino Secundário, desde 1975 até à data. A falta, então existente, de material didáctico para o apoio das aulas teóricas e práticas da área de Electrotecnia/Electrónica, fez despertar a necessidade de produzir textos de apoio para os alunos que, em colaboração com o colega Ludgero Leote, permitiu que fossem publicados os livros ‘Automatismos Industriais – Comando e regulação’, ‘Sistemas de Protecção Eléctrica’ e ‘Produção, Transporte e Distribuição de Energia’, em 1981/2/3. A partir daí, nunca mais parei de escrever, o que para mim é um prazer! O colega Leote, com outros interesses diversificados, desistiu de escrever para publicação. Escrevi ainda o livro Máquinas Eléctricas-Transformadores com o colega José Rodrigues que, entretanto, se deslocou para o Portugal ‘profundo’ (um abraço)! Tive uma curta experiência como Orientador Pedagógico, à Profissionalização, no Alentejo, muito interessante, mas que não foi suficiente para deixar o contacto directo com o aluno, e com os livros, os quais saem bastante enriquecidos com esse contacto permanente. Na verdade, é bem verdadeiro o velho ditado “ao ensinar, aprende-se duas vezes”. É esta a principal razão para continuar com o giz e o apagador, e não dentro de um qualquer gabinete, apesar dos problemas actuais do nosso ensino. Se, cada um de nós, dentro das suas possibilidades, características e competências, dermos algo aos outros, sairemos todos mais enriquecidos! O meu trabalho é fundamentalmente autodidacta, com muita pesquisa (nos livros, na Internet, no laboratório real e, agora, no virtual). Apesar das dificuldades do ensino, nunca desisti, e não vou desistir. Acredito que este país irá saber dar a volta por cima ! Depende de cada um de nós!
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