A Escrita e a Criatividade – Texto 6 – Organização e Métodos de Trabalho

Uma das condições necessárias para realizar um bom trabalho, seja ele qual for, é ser organizado naquilo que faz, estabelecendo Métodos de Trabalho, de forma a rentabilizar o seu esforço.

A Organização e os Métodos de Trabalho (O.M.T.) vão-se aperfeiçoando com o tempo e com a experiência na execução das tarefas. Cada um pode, e deve, ter a sua própria O.M.T.. Conheci um professor cuja organização no trabalho era a aparente desorganização em que mantinha a sua mesa de trabalho. Explico melhor. Ele mantinha a sua secretária cheia de montinhos de papéis diversificados que, para os outros, parecia uma anarquia, mas que no seu cérebro existia uma classificação e hierarquia próprias, que só ele conhecia.

Quando começo a escrever, rodeio-me de papéis, livros, blocos de notas, material de escritório diverso. É fácil de perceber que, à medida que se vai escrevendo, se vai consultando diferentes livros, se tomam notas aqui e ali,  e os dias vão passando, é grande a probabilidade de já não se saber onde pára a folha tal, onde se escreveu a nota tal ou qual a página sobre o assunto tal, etc, etc.. Cabe então a cada um de nós, prever muitas destas situações e estabelecer, à partida, um plano para não perder o rumo às coisas.

A Regra Principal é então esta: arrumar as coisas por categorias, isto é, um dossiê ou caderno para colocar o que se está a escrever, um bloco de notas para os assuntos a rever ou consultas a fazer, textos em falta, dúvidas, desenhos, fotografias, etc. Ter, por isso, tudo escrito e nos lugares certos, e não onde calha. Esta organização poupa-nos muito tempo e muita irritação.

Em resumo, diria que sempre que existe uma descontinuidade ou lacuna no trabalho que se está a fazer, deve registar-se a ocorrência, no local certo.

Para que o seu trabalho de escrita seja produtivo, deve também manter em casa um arquivo dos seus livros, textos e apontamentos bem organizados, nomeadamente mantendo organizada uma Base de Dados da sua biblioteca. No próximo artigo, falarei sobre como organizei o ficheiro digital da minha Biblioteca.

(continua)

Nota – Leia também os textos: A Escrita e a Criatividade – Texto 1,  A Escrita e a Criatividade – Texto 2 – Pesquisa de Novas Ideias,  A Escrita e a Criatividade – Texto 3 – O ProjectoA Escrita e a Criatividade – Texto 4 – Potenciar a Criatividade A Escrita e a Criatividade – Texto 5 – O Ritmo e Horários de Trabalho

JMatias  03_08_2013

Sobre josematias

Licenciado em Engenharia Electrotécnica, ramo Energia e Potência, pelo
I.S.T., em 1977, cedo comecei a leccionar no Ensino Secundário, desde 1975
até à data.
A falta, então existente, de material didáctico para o apoio das aulas
teóricas e práticas da área de Electrotecnia/Electrónica, fez despertar a
necessidade de produzir textos de apoio para os alunos que, em colaboração
com o colega Ludgero Leote, permitiu que fossem publicados os livros
‘Automatismos Industriais – Comando e regulação’, ‘Sistemas de Protecção
Eléctrica’ e ‘Produção, Transporte e Distribuição de Energia’, em 1981/2/3. A
partir daí, nunca mais parei de escrever, o que para mim é um prazer! O colega
Leote, com outros interesses diversificados, desistiu de escrever para
publicação.
Escrevi ainda o livro Máquinas Eléctricas-Transformadores com o colega
José Rodrigues que, entretanto, se deslocou para o Portugal ‘profundo’ (um
abraço)!
Tive uma curta experiência como Orientador Pedagógico, à
Profissionalização, no Alentejo, muito interessante, mas que não foi suficiente
para deixar o contacto directo com o aluno, e com os livros, os quais saem
bastante enriquecidos com esse contacto permanente. Na verdade, é bem
verdadeiro o velho ditado “ao ensinar, aprende-se duas vezes”. É esta a
principal razão para continuar com o giz e o apagador, e não dentro de um
qualquer gabinete, apesar dos problemas actuais do nosso ensino. Se, cada um
de nós, dentro das suas possibilidades, características e competências, dermos
algo aos outros, sairemos todos mais enriquecidos!
O meu trabalho é fundamentalmente autodidacta, com muita pesquisa (nos
livros, na Internet, no laboratório real e, agora, no virtual). Apesar das
dificuldades do ensino, nunca desisti, e não vou desistir. Acredito que este
país irá saber dar a volta por cima ! Depende de cada um de nós!

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