A Palavra e o Silêncio

Com a Palavra, expressamos o que nos vai na alma. Curiosamente, com o Silêncio, também.

Com a Palavra, expressamos o nosso acordo ou desacordo sobre os assuntos do dia a dia. Curiosamente, com o Silêncio, também o podemos fazer.

Com a Palavra, expressamos a nossa dor, angústia, alegria, tristeza ou os carinhos àqueles que amamos. Curiosamente, também com o Silêncio podemos fazê-lo.

Contudo, a Palavra não substitui o Silêncio, nem o Silêncio a Palavra. A Palavra liberta tensões acumuladas ao longo do dia; o Silêncio permite-nos poupar energia e continuar mais atentos à força e à energia da Palavra dos outros.

É com o Silêncio que olhamos para dentro de nós, tentando compreender-nos melhor. É com a Palavra que utilizamos as melhores reflexões feitas no Silêncio e nos damos a conhecer ao mundo.

As melhores ‘Palavras de amor’ são ditas no Silêncio de um olhar. As melhores reflexões no Silêncio são provocadas pela elegância e beleza de certas Palavras.

Sem Silêncio, não há Palavra. Sem Palavras, não se procura o Silêncio.

Com Palavras e com Silêncios, se pode construir um mundo melhor.

Depois de muitas Palavras, os Silêncios são necessários e sabem-nos bem.

Depois de muitos Silêncios, necessitamos urgentemente da Palavra.

A Palavra e o Silêncio complementam-se, na acção e no tempo; não se excluem, nem se substituem.

Use a Palavra e o Silêncio com parcimónia.

Respeite a Palavra do outro, mas também o seu Silêncio.

(continua)

Dia feliz aos meus amigos, desejando-lhes Boas Palavras e Melhores Silêncios!!

JVCMatias

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Sobre josematias

Licenciado em Engenharia Electrotécnica, ramo Energia e Potência, pelo
I.S.T., em 1977, cedo comecei a leccionar no Ensino Secundário, desde 1975
até à data.
A falta, então existente, de material didáctico para o apoio das aulas
teóricas e práticas da área de Electrotecnia/Electrónica, fez despertar a
necessidade de produzir textos de apoio para os alunos que, em colaboração
com o colega Ludgero Leote, permitiu que fossem publicados os livros
‘Automatismos Industriais – Comando e regulação’, ‘Sistemas de Protecção
Eléctrica’ e ‘Produção, Transporte e Distribuição de Energia’, em 1981/2/3. A
partir daí, nunca mais parei de escrever, o que para mim é um prazer! O colega
Leote, com outros interesses diversificados, desistiu de escrever para
publicação.
Escrevi ainda o livro Máquinas Eléctricas-Transformadores com o colega
José Rodrigues que, entretanto, se deslocou para o Portugal ‘profundo’ (um
abraço)!
Tive uma curta experiência como Orientador Pedagógico, à
Profissionalização, no Alentejo, muito interessante, mas que não foi suficiente
para deixar o contacto directo com o aluno, e com os livros, os quais saem
bastante enriquecidos com esse contacto permanente. Na verdade, é bem
verdadeiro o velho ditado “ao ensinar, aprende-se duas vezes”. É esta a
principal razão para continuar com o giz e o apagador, e não dentro de um
qualquer gabinete, apesar dos problemas actuais do nosso ensino. Se, cada um
de nós, dentro das suas possibilidades, características e competências, dermos
algo aos outros, sairemos todos mais enriquecidos!
O meu trabalho é fundamentalmente autodidacta, com muita pesquisa (nos
livros, na Internet, no laboratório real e, agora, no virtual). Apesar das
dificuldades do ensino, nunca desisti, e não vou desistir. Acredito que este
país irá saber dar a volta por cima ! Depende de cada um de nós!

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