A Procura Das Soluções

No nosso dia-a-dia, particular ou profissional, deparamo-nos aqui e ali com problemas de difícil solução. A resposta que cada um dá a esses problemas define muito do caráter, personalidade e determinação próprias.

É verdade que há muitos tipos de problemas, mais ou menos complexos, mais ou menos importantes, de caráter mais técnico ou mais de índole ética. Muitas vezes, pode até haver mais do que uma solução para eles. A maioria, no entanto, tem apenas uma solução considerada boa; as restantes são apenas ‘meias soluções’!

Encontrar a ‘boa solução’ geralmente dá trabalho e muita gente não está para isso. Seja um problema técnico ou um problema de relacionamento humano, é preciso sempre alguma reflexão, algum trabalho de análise sobre várias hipóteses que se nos apresentam.

Se nos ativermos à resolução de problemas técnicos, problemas de ordem profissional, perceberemos talvez melhor o alcance deste texto.

Quando os problemas são bem complexos, vêm então ao de cima as características pessoais de cada um, nomeadamente: capacidade de análise e de síntese, persistência, determinação, paciência, concentração.

Muitas vezes, temos todas as qualidades necessárias, menos uma que nos impediu a realização da tarefa. Basta, por exemplo, faltar-nos a capacidade de concentração, que pode ser momentânea, num dado período de tempo ou, pelo contrário, ser um handicap nosso. Ou não temos a persistência e determinação necessárias para o desempenho de um trabalho mais exaustivo. Ou apenas porque, para nós, os meios não justificam os fins, isto é, não vale a pena o esforço a utilizar para tão magro pecúlio final.

Quando falha a capacidade de análise e síntese, aí pouco há a fazer. Nem todos os assuntos são para cada um de nós resolver. Há assuntos demasiado complexos para serem resolvidos por um simples mortal. Nesses casos, é necessário pedir a colaboração de crânios mais desenvolvidos. Actualmente, o computador presta grande ajuda na procura de soluções para temas complicados. Felizmente que a maioria dos problemas não é para génios ou para pessoas sobredotadas intelectualmente.

Duas grandes qualidades que gosto de reconhecer nos outros são: a perseverança/determinação e a organização/método de trabalho.

Com perseverança e determinação, ultrapassam-se muitos obstáculos que levam a maioria à desistência. Penso que esses obstáculos servem para definir aqueles que vão encontrar as soluções. Einstein, um génio, quando lhe perguntaram como é que tinha chegado às Leis da Relatividade, respondeu apenas ‘pensando muito nelas’! Isto é, a persistência e a determinação foram os fatores decisivos, sem as quais nunca tinha chegado a encontrá-las, apesar da sua genialidade.

Ser um espírito organizado, com um método de trabalho definido, também pode fazer toda a diferença, ao arquitetar uma estrutura que define os nossos parâmetros de atuação, evitando perdas de tempo desnecessárias e cansaços suplementares – ficamos com um esquema mental que balizará todos os nossos procedimentos diários.

Juntar estas duas grandes qualidades – perseverança/determinação e organização/método de trabalho -, só pode dar um resultado muito positivo. Experimente e depois diga-me os seus resultados!

 

Fez-se luz.......... e eu encontrei!!!

Fez-se luz………. e eu encontrei!!!

 

4 de Julho de 2014

José V C Matias

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Sobre josematias

Licenciado em Engenharia Electrotécnica, ramo Energia e Potência, pelo I.S.T., em 1977, cedo comecei a leccionar no Ensino Secundário, desde 1975 até à data. A falta, então existente, de material didáctico para o apoio das aulas teóricas e práticas da área de Electrotecnia/Electrónica, fez despertar a necessidade de produzir textos de apoio para os alunos que, em colaboração com o colega Ludgero Leote, permitiu que fossem publicados os livros ‘Automatismos Industriais – Comando e regulação’, ‘Sistemas de Protecção Eléctrica’ e ‘Produção, Transporte e Distribuição de Energia’, em 1981/2/3. A partir daí, nunca mais parei de escrever, o que para mim é um prazer! O colega Leote, com outros interesses diversificados, desistiu de escrever para publicação. Escrevi ainda o livro Máquinas Eléctricas-Transformadores com o colega José Rodrigues que, entretanto, se deslocou para o Portugal ‘profundo’ (um abraço)! Tive uma curta experiência como Orientador Pedagógico, à Profissionalização, no Alentejo, muito interessante, mas que não foi suficiente para deixar o contacto directo com o aluno, e com os livros, os quais saem bastante enriquecidos com esse contacto permanente. Na verdade, é bem verdadeiro o velho ditado “ao ensinar, aprende-se duas vezes”. É esta a principal razão para continuar com o giz e o apagador, e não dentro de um qualquer gabinete, apesar dos problemas actuais do nosso ensino. Se, cada um de nós, dentro das suas possibilidades, características e competências, dermos algo aos outros, sairemos todos mais enriquecidos! O meu trabalho é fundamentalmente autodidacta, com muita pesquisa (nos livros, na Internet, no laboratório real e, agora, no virtual). Apesar das dificuldades do ensino, nunca desisti, e não vou desistir. Acredito que este país irá saber dar a volta por cima ! Depende de cada um de nós!
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