As Impressoras 3D – Aplicações e Potencial

Uma impressora 3D é uma impressora que permite fabricar sólidos, portanto, objetos a três dimensões. Existem várias técnicas de fabrico de objetos tridimensionais, utilizando as impressoras 3D. A técnica mais barata e mais divulgada é a Modulação Por Deposição De Material Fundido – FDM – Fused Deposition Modeling.

Como funciona uma impressora 3D, utilizando a técnica FDM?

Esta técnica parte de um modelo, cujas coordenadas tridimensionais são inseridas num software próprio da impressora, geralmente desenhado num programa de CAD e, a partir dessas coordenadas, a impressora vai depositando, sobre uma base de suporte, camada a camada, material termoplástico aquecido, através de injetores (tal como as impressoras de jato de tinta) – material que depois solidifica após ter sido injetado. A cabeça da impressora move-se sobre dois eixos, de forma a atingir todas as coordenadas volumétricas da peça. No fim do programa, obtemos uma peça igual ao modelo inserido no ficheiro informático respetivo.

Consoante o tamanho do modelo e a sua complexidade, a peça pode levar algumas horas ou dias a ser feita. No seu fabrico, são utilizados vários tipos de materiais termoplásticos, de diferentes cores.

Quais as aplicações das impressoras 3D?

A impressora 3D já hoje é utilizada em muitas empresas e instituições, com muitas vantagens associadas, nomeadamente:

  1. Permite fazer rapidamente, sem necessidade de encomendar a uma empresa exterior, um protótipo de uma peça (prototipagem) qualquer num gabinete de arquitetura, numa empresa de inovação e criatividade, numa empresa de conceção de brinquedos, etc.
  2. Permite eliminar mais rapidamente os erros de projeto, ao fazer e refazer protótipos, corrigindo-os de imediato.
  3. Permite que qualquer empresa possa fabricar rapidamente algumas das peças do seu equipamento que se partiram, sem necessidade de esperar uma eternidade.
  4. Reduz o tempo que medeia entre a conceção das ideias e a concretização dos projetos.
  5. Permite melhorar a comunicação de ideias e projetos em qualquer apresentação, ao juntar-lhe facilmente modelos e protótipos tridimensionais.
  6. Permite fazer rapidamente modelos de partes do corpo humano, utilizadas pelos médicos-cirurgiões nas suas intervenções cirúrgicas.

À medida que as impressoras 3D forem entrando em força no mercado, divulgando-se, baixando preços e melhorando as técnicas utilizadas, pensa-se que no futuro entrarão no mercado doméstico, o que permitirá uma nova revolução industrial – com a massificação do processo ‘faça você mesmo, não mande fazer!

É claro que por enquanto estas impressoras ainda não estão ao alcance do consumidor doméstico comum. Uma impressora 3D das mais baratas custa cerca de 1000 euros. Mas virá o dia em que se assistirá à sua massificação nos lares dos cidadãos comuns.

O futuro está aí bem à porta! 

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26/01/2014

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Sobre josematias

Licenciado em Engenharia Electrotécnica, ramo Energia e Potência, pelo
I.S.T., em 1977, cedo comecei a leccionar no Ensino Secundário, desde 1975
até à data.
A falta, então existente, de material didáctico para o apoio das aulas
teóricas e práticas da área de Electrotecnia/Electrónica, fez despertar a
necessidade de produzir textos de apoio para os alunos que, em colaboração
com o colega Ludgero Leote, permitiu que fossem publicados os livros
‘Automatismos Industriais – Comando e regulação’, ‘Sistemas de Protecção
Eléctrica’ e ‘Produção, Transporte e Distribuição de Energia’, em 1981/2/3. A
partir daí, nunca mais parei de escrever, o que para mim é um prazer! O colega
Leote, com outros interesses diversificados, desistiu de escrever para
publicação.
Escrevi ainda o livro Máquinas Eléctricas-Transformadores com o colega
José Rodrigues que, entretanto, se deslocou para o Portugal ‘profundo’ (um
abraço)!
Tive uma curta experiência como Orientador Pedagógico, à
Profissionalização, no Alentejo, muito interessante, mas que não foi suficiente
para deixar o contacto directo com o aluno, e com os livros, os quais saem
bastante enriquecidos com esse contacto permanente. Na verdade, é bem
verdadeiro o velho ditado “ao ensinar, aprende-se duas vezes”. É esta a
principal razão para continuar com o giz e o apagador, e não dentro de um
qualquer gabinete, apesar dos problemas actuais do nosso ensino. Se, cada um
de nós, dentro das suas possibilidades, características e competências, dermos
algo aos outros, sairemos todos mais enriquecidos!
O meu trabalho é fundamentalmente autodidacta, com muita pesquisa (nos
livros, na Internet, no laboratório real e, agora, no virtual). Apesar das
dificuldades do ensino, nunca desisti, e não vou desistir. Acredito que este
país irá saber dar a volta por cima ! Depende de cada um de nós!

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