Como Melhorar A Sua Criatividade

A criatividade é uma qualidade humana à qual a maioria das pessoas presta pouca atenção. Muitos pensam mesmo que não a têm – o que não é verdade, de todo.

Toda a gente tem alguma criatividade em alguma área, em alguma das suas actividades. Evidentemente que em assuntos que a pessoa não domina é muito difícil haver criatividade da sua parte. Pode ser-se criativo na cozinha, nos trabalhos da lavoura, na pesca, no trabalho de escritório, etc.  e, naturalmente, em todas as profissões designadas de artísticas. A criatividade permite encontrar soluções novas para velhos problemas ou encontrar soluções inovadoras para problemas novos.

Evidentemente que a criatividade só acontece quando a pessoa se predispõe a analisar um dado problema e tenta encontrar uma solução engenhosa ou uma solução nova para esse problema. Ninguém fique à espera de encontrar uma solução para um problema, se não se dispuser a reflectir sobre ele, a esforçar-se na busca da solução.

Porque é que uns têm mais criatividade do que outros?

Na minha opinião, há duas razões principais para isso:

1)      Predisposição para a procura de soluções, juntamente com uma grande curiosidade pessoal;

2)      Empenho continuado na procura de soluções – persistência

Quem procura sempre alcança! –  diz o ditado, já muito antigo.

É no método utilizado na procura de soluções que está o segredo para o desenvolvimento da criatividade. O criativo é geralmente uma pessoa muito curiosa – que gosta de encontrar a explicação para as coisas, suas causas e consequências. É um indivíduo que lê bastante, reflecte muito sobre os problemas, mantém diálogos internos constantes sobre os assuntos, colocando perguntas e tentando responder a elas.

O criativo vai à procura da solução e não fica à espera que ela lhe caia do céu. No entanto, ela nem sempre lhe aparece quando está a reflectir sobre o problema. Muitas vezes, a solução aparece quando ele está a pensar noutra coisa e, por analogia, a solução oferece-se-lhe aos olhos. A sua reflexão anterior permitiu-lhe, no entanto, desbravar o caminho para a solução – só que ele ainda não a tinha visto, clara e transparente à sua frente.

Conclui-se, por isso, que as analogias são importantes na criatividade. Daí que o criativo leia geralmente sobre muitos assuntos diferentes, os quais vão ajudá-lo a encontrar soluções, por analogia com outras áreas.

Podemos, no entanto, dar um ‘empurrão’ à criatividade, criando as condições para que ela maximize os seus efeitos, nomeadamente criando um ambiente próprio para ela se revelar. Cada um, na sua área, criará o seu ambiente próprio mais propício à revelação, que pode ser: um ambiente relaxante, um ambiente cercado de motivos ligados ao tema em questão, fazer leituras e pesquisas avançadas sobre o assunto em questão, entre muitas outras soluções.

Outro impulso positivo que pode ser dado à criatividade consiste em praticar exercício físico. Uma das actividades desportivas mais úteis para o processo criativo é a corrida ou jogging. Por experiência própria, descobri já há muitos anos que as melhores ideias eu tinha-as quando andava a praticar jogging, como manutenção física e psíquica. Só mais tarde descobri a razão de ser de tal facto, quando lia artigos sobre os benefícios do exercício físico. Segundo os médicos, cientistas e estudiosos do desporto, durante a corrida, o cérebro fica mais irrigado de sangue e oxigénio, aumentando o número de sinapses (ligações químicas entre células), o que facilita as associações entre as ideias na base de dados que temos instalada no cérebro. Além disso, a própria actividade física leva o cérebro a divagar muito, relaxando a mente e fugindo dos pensamentos habituais que se tornam redutores. É esta maior divagação que permite encontrar ideias novas.

O gigante da Internet – Google – permite que cerca de 15% do horário de trabalho dos seus funcionários seja utilizado para melhorarem a sua criatividade e encontrarem ideias novas. A verdade é que não se têm dado mal, tendo em conta o seu crescimento e a produção de novidades contínuas.

O brainstorming é outra técnica utilizada para melhorar a criatividade das pessoas, em grupo de trabalho. Nas actividades de brainstorming, juntam-se várias pessoas para apresentarem ideias novas, mesmo que estapafúrdias, e cada um dá a sua opinião sobre a aplicabilidade dessas ideias, permitindo assim reformular cada ideia, colocá-la nos termos certos e abrir o caminho para outras ideias novas.

Costuma dizer-se que ‘é a falar que a gente se entende’! Concordo plenamente. Da discussão, nasce a luz!

Quando, na procura da solução, ela não aparece, não desista! Apenas, faça intervalos na procura. Pense noutras coisas. Pense em outros assuntos que possam trazer-lhe analogias com o problema em questão. Relaxe. Faça desporto e aproveite para deixar a mente livre, com o pensamento a correr naturalmente. A solução está escondida, à espera das condições ideais para se revelar. Se permanecer a reflectir continuamente sobre o problema, comete o mesmo tipo de erro de raciocínio, cansa-se e não vai a lado nenhum. Daí a importância de mudar de tema, de pensamentos, etc..

Lembro-me que no meu tempo de estudante universitário, havia uma dada fórmula matemática com equações diferenciais que eu não conseguia percebê-la, por muitas voltas que desse à cabeça. Cansado da fórmula, deixei de pensar nela durante uns tempos. Mais tarde, consultando um livro sobre outro assunto, depara-se-me a fórmula e, logo de seguida, se tornou claro para mim todo o significado da fórmula em causa. Na altura, fiquei incrédulo com o ocorrido. Hoje, é tudo muito mais claro – o cérebro fatiga quando se insiste no mesmo tipo de raciocínio; é preciso dar-lhe folga, pensar noutras coisas ou, como diz o ditado, ‘dormir sobre o problema’, dar-lhe um tempinho!

Einstein descobriu a sua célebre fórmula física da Relatividade, quando pensava em um assunto bastante diferente, depois de muito tempo dedicado ao estudo da mesma.

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02/11/2013

José V C Matias

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Sobre josematias

Licenciado em Engenharia Electrotécnica, ramo Energia e Potência, pelo
I.S.T., em 1977, cedo comecei a leccionar no Ensino Secundário, desde 1975
até à data.
A falta, então existente, de material didáctico para o apoio das aulas
teóricas e práticas da área de Electrotecnia/Electrónica, fez despertar a
necessidade de produzir textos de apoio para os alunos que, em colaboração
com o colega Ludgero Leote, permitiu que fossem publicados os livros
‘Automatismos Industriais – Comando e regulação’, ‘Sistemas de Protecção
Eléctrica’ e ‘Produção, Transporte e Distribuição de Energia’, em 1981/2/3. A
partir daí, nunca mais parei de escrever, o que para mim é um prazer! O colega
Leote, com outros interesses diversificados, desistiu de escrever para
publicação.
Escrevi ainda o livro Máquinas Eléctricas-Transformadores com o colega
José Rodrigues que, entretanto, se deslocou para o Portugal ‘profundo’ (um
abraço)!
Tive uma curta experiência como Orientador Pedagógico, à
Profissionalização, no Alentejo, muito interessante, mas que não foi suficiente
para deixar o contacto directo com o aluno, e com os livros, os quais saem
bastante enriquecidos com esse contacto permanente. Na verdade, é bem
verdadeiro o velho ditado “ao ensinar, aprende-se duas vezes”. É esta a
principal razão para continuar com o giz e o apagador, e não dentro de um
qualquer gabinete, apesar dos problemas actuais do nosso ensino. Se, cada um
de nós, dentro das suas possibilidades, características e competências, dermos
algo aos outros, sairemos todos mais enriquecidos!
O meu trabalho é fundamentalmente autodidacta, com muita pesquisa (nos
livros, na Internet, no laboratório real e, agora, no virtual). Apesar das
dificuldades do ensino, nunca desisti, e não vou desistir. Acredito que este
país irá saber dar a volta por cima ! Depende de cada um de nós!

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