O que é Eletricidade, Eletrónica e Eletrotecnia!?

A Eletricidade  é o ramo da Física que estuda os fenómenos elétricos estáticos e dinâmicos, a nível microscópico, nanoscópico ou a nível macroscópico, bem como as suas aplicações. Os fenómenos elétricos estáticos são estudados na Eletrostática – é o caso, por exemplo, da interação entre cargas elétricas estáticas nas armaduras dos condensadores elétricos. Os fenómenos eletrodinâmicos são estudados no Eletromagnetismo e na Corrente Elétrica, onde existem cargas elétricas em movimento, contínuo, com a criação de campos elétricos e magnéticos, interdependentes – é o caso de todos os circuitos elétricos e instalações elétricas, em baixa tensão, média tensão e alta tensão, em corrente contínua ou alternada, monofásica ou trifásica.

Portanto, a Eletricidade divide-se em Eletrostática e Eletrodinâmica. A Eletrodinâmica divide-se, por sua vez, em Eletrónica e Eletrotecnia.

A Eletrónica e a Eletrotecnia são, portanto, dois sub-ramos da Eletrodinâmica que, por sua vez, é um sub-ramo da Eletricidade.

A Eletrónica estuda a corrente elétrica a um nível mais microscópico e nanoscópico, nomeadamente o funcionamento dos semicondutores e de dispositivos elétricos/eletrónicos no vazio. Os dispositivos semicondutores que fazem parte deste estudo são o díodo, o transístor, o tiristor, o triac, células fotoelétricas e semicondutores optoacopladores.

O estudo da Eletrónica iniciou-se com a célula fotovoltaica em 1839, seguido pelo estudo da válvula eletrónica em 1904 e pelo estudo dos semicondutores em 1948; actualmente, assiste-se a um enorme desenvolvimento da nanotecnologia que é o estudo dos materiais e respetivos campos elétricos e magnéticos a nível do nanometro (10-9 metros).

A Eletrotecnia é o ramo da Eletrodinâmica – sub-ramo da Eletricidade – que estuda a produção, transformação, transporte e distribuição da energia elétrica, bem como as suas aplicações. Digamos que a Eletrotecnia é o estudo efetuado na Eletricidade no âmbito das correntes e tensões elevadas, enquanto que a Eletrónica é o estudo efetuado na Eletricidade no âmbito das correntes fracas e tensões reduzidas.

Por isso, na prática, costuma falar-se em correntes fracas quando se trata da Eletrónicas e correntes fortes quando se trata da Eletrotecnia.

Eletricidade

Na Eletrotecnia cabe, portanto, o estudo das Centrais Elétricas de produção de energia, o Transporte através das linhas elétricas e cabos elétricos de media tensão e alta tensão, bem como as redes de  distribuição de energia elétrica e todo o equipamento utilizado, assim como a aparelhagem e recetores elétricos utilizados.

‘O saber não ocupa lugar’

José Vagos Carreira Matias

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Sobre josematias

Licenciado em Engenharia Electrotécnica, ramo Energia e Potência, pelo I.S.T., em 1977, cedo comecei a leccionar no Ensino Secundário, desde 1975 até à data. A falta, então existente, de material didáctico para o apoio das aulas teóricas e práticas da área de Electrotecnia/Electrónica, fez despertar a necessidade de produzir textos de apoio para os alunos que, em colaboração com o colega Ludgero Leote, permitiu que fossem publicados os livros ‘Automatismos Industriais – Comando e regulação’, ‘Sistemas de Protecção Eléctrica’ e ‘Produção, Transporte e Distribuição de Energia’, em 1981/2/3. A partir daí, nunca mais parei de escrever, o que para mim é um prazer! O colega Leote, com outros interesses diversificados, desistiu de escrever para publicação. Escrevi ainda o livro Máquinas Eléctricas-Transformadores com o colega José Rodrigues que, entretanto, se deslocou para o Portugal ‘profundo’ (um abraço)! Tive uma curta experiência como Orientador Pedagógico, à Profissionalização, no Alentejo, muito interessante, mas que não foi suficiente para deixar o contacto directo com o aluno, e com os livros, os quais saem bastante enriquecidos com esse contacto permanente. Na verdade, é bem verdadeiro o velho ditado “ao ensinar, aprende-se duas vezes”. É esta a principal razão para continuar com o giz e o apagador, e não dentro de um qualquer gabinete, apesar dos problemas actuais do nosso ensino. Se, cada um de nós, dentro das suas possibilidades, características e competências, dermos algo aos outros, sairemos todos mais enriquecidos! O meu trabalho é fundamentalmente autodidacta, com muita pesquisa (nos livros, na Internet, no laboratório real e, agora, no virtual). Apesar das dificuldades do ensino, nunca desisti, e não vou desistir. Acredito que este país irá saber dar a volta por cima ! Depende de cada um de nós!
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