O que é um curto-circuito?

Quem não assistiu já a um curto-circuito violento que o deixou petrificado!?

Um curto-circuito é uma avaria ou defeito na instalação elétrica e que consiste em, acidentalmente, o condutor de fase tocar no condutor neutro. Quando esse defeito ocorre, a corrente elétrica aumenta bruscamente para valores elevadíssimos (da ordem das centenas ou milhares de ampères), provocando um enorme estrondo no local onde se deu o curto-circuito. 

Se o circuito respetivo, onde se deu o curto-circuito, estiver convenientemente protegido (por um disjuntor ou por um fusível), esse aparelho de proteção atuará rapidamente, cortando a corrente elétrica, num curto intervalo de tempo, evitando assim males maiores para a instalação elétrica.

O facto de o aparelho de proteção atuar rapidamente (em milésimas de segundo) não evita, geralmente, que os condutores fiquem queimados e chamuscados no ponto onde se verificou o curto-circuito. Em muitas situações, o condutor de cobre chega a fundir (no ponto de curto-circuito), voltando de seguida a solidificar, sendo no entanto visível, no condutor, o resultado da fusão.

Será possível evitar um curto-circuito?

Nem sempre é possível evitar os curtos-circuitos, mas podem ser criadas as condições para reduzir o número de ocorrências. Algumas das ocorrências são devidas a descuidos do utilizador quando efetua uma reparação sem os devidos cuidados, nomeadamente o de não desligar os aparelhos de proteção respetivos. A maioria das ocorrências é, no entanto, provocada pelo envelhecimento do isolamento dos condutores elétricos, ao perderem as suas propriedades isoladoras ou, então, devido ao envelhecimento dos equipamentos elétricos, provocando um contacto entre os condutores. Nessa situação, se o condutor de fase estiver em contacto com o condutor neutro, ou muito próximo dele, começam a formar-se pequenos arcos elétricos entre os dois condutores, os quais vão aumentando progressivamente de intensidade, com o tempo, até provocarem um curto-circuito forte.

O que fazer então para evitar que estas situações ocorram?

Só há uma coisa a fazer que consiste em efetuar uma vistoria geral à instalação elétrica e substituir aquilo que houver a substituir. Uma instalação elétrica normal dura muitos anos sem necessidade de substituição de qualquer componente – pelo menos trinta anos, podendo mesmo durar outro tanto se não for mal utilizada, se não estiver em locais de risco (humidade forte, temperaturas altas, existência de produtos químicos, etc.). O meu conselho será, portanto, no caso de a instalação elétrica ter mais de trinta anos, o de contratar um eletricista para efetuar primeiro uma vistoria geral e depois substituir aquilo que tiver de ser substituído (tomadas, pontos de luz, interruptores, comutadores, condutores, disjuntores, quadro elétrico, etc.).

Feita a vistoria e eventual substituição de equipamentos, ficará o leitor e utilizador mais tranquilo durante vários anos!

Costuma dizer-se que ‘O seguro morreu de velho!’. Portanto, proteja-se e sugiro-lhe:

Boas Práticas Elétricas! 

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José Vagos Carreira Matias

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Sobre josematias

Licenciado em Engenharia Electrotécnica, ramo Energia e Potência, pelo I.S.T., em 1977, cedo comecei a leccionar no Ensino Secundário, desde 1975 até à data. A falta, então existente, de material didáctico para o apoio das aulas teóricas e práticas da área de Electrotecnia/Electrónica, fez despertar a necessidade de produzir textos de apoio para os alunos que, em colaboração com o colega Ludgero Leote, permitiu que fossem publicados os livros ‘Automatismos Industriais – Comando e regulação’, ‘Sistemas de Protecção Eléctrica’ e ‘Produção, Transporte e Distribuição de Energia’, em 1981/2/3. A partir daí, nunca mais parei de escrever, o que para mim é um prazer! O colega Leote, com outros interesses diversificados, desistiu de escrever para publicação. Escrevi ainda o livro Máquinas Eléctricas-Transformadores com o colega José Rodrigues que, entretanto, se deslocou para o Portugal ‘profundo’ (um abraço)! Tive uma curta experiência como Orientador Pedagógico, à Profissionalização, no Alentejo, muito interessante, mas que não foi suficiente para deixar o contacto directo com o aluno, e com os livros, os quais saem bastante enriquecidos com esse contacto permanente. Na verdade, é bem verdadeiro o velho ditado “ao ensinar, aprende-se duas vezes”. É esta a principal razão para continuar com o giz e o apagador, e não dentro de um qualquer gabinete, apesar dos problemas actuais do nosso ensino. Se, cada um de nós, dentro das suas possibilidades, características e competências, dermos algo aos outros, sairemos todos mais enriquecidos! O meu trabalho é fundamentalmente autodidacta, com muita pesquisa (nos livros, na Internet, no laboratório real e, agora, no virtual). Apesar das dificuldades do ensino, nunca desisti, e não vou desistir. Acredito que este país irá saber dar a volta por cima ! Depende de cada um de nós!
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