O Que É Uma Sobrecarga Elétrica?

Diz-se que existe uma sobrecarga num circuito elétrico quando a intensidade de corrente ultrapassa o valor da intensidade nominal do disjuntor desse circuito. Quando isso acontece, o disjuntor dispara, visto que a sua função é a de proteger a instalação elétrica e o utilizador.

A intensidade de corrente é medida em amperes – símbolo A.

Dentro de casa, temos normalmente disjuntores de 10 A – 10 amperes -, para os circuitos de iluminação e disjuntores de 16 A – 16 amperes -, para os circuitos de tomadas de uso geral, aquecimento, máquinas de lavar, etc..

Num circuito de iluminação, o disjuntor raramente dispara por sobrecarga, visto que a soma das intensidades de corrente absorvidas por todas as lâmpadas do circuito fica muito longe do valor de 10 A. Só dispara por curto-circuito ou então dispara o diferencial, por fugas de corrente – outro assunto de que falaremos noutro texto.

Um circuito de tomadas tem frequentemente sobrecargas quando ligamos, às tomadas do circuito, demasiados recetores, simultaneamente: torradeiras, ferros de engomar, aquecedores, aspiradores, televisores, aparelhagens de áudio e vídeo, computadores, portáteis, etc.. Quando a soma das intensidades ultrapassa 16 A, num dado circuito de tomadas, o disjuntor dispara, para proteger o circuito, evitando que ele se danifique.

Por isso, quando o disjuntor disparar, não se chateie com ele, pois o disjuntor é seu amigo. Só tem é que desligar o recetor que está a mais nesse circuito e, eventualmente, ligá-lo a outro circuito de tomadas, se existir.

Uma sobrecarga elétrica não é uma avaria do circuito – é apenas uma ocorrência de utilização de carga excessiva num circuito elétrico.

18/10/2013

JMatias

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Sobre josematias

Licenciado em Engenharia Electrotécnica, ramo Energia e Potência, pelo I.S.T., em 1977, cedo comecei a leccionar no Ensino Secundário, desde 1975 até à data. A falta, então existente, de material didáctico para o apoio das aulas teóricas e práticas da área de Electrotecnia/Electrónica, fez despertar a necessidade de produzir textos de apoio para os alunos que, em colaboração com o colega Ludgero Leote, permitiu que fossem publicados os livros ‘Automatismos Industriais – Comando e regulação’, ‘Sistemas de Protecção Eléctrica’ e ‘Produção, Transporte e Distribuição de Energia’, em 1981/2/3. A partir daí, nunca mais parei de escrever, o que para mim é um prazer! O colega Leote, com outros interesses diversificados, desistiu de escrever para publicação. Escrevi ainda o livro Máquinas Eléctricas-Transformadores com o colega José Rodrigues que, entretanto, se deslocou para o Portugal ‘profundo’ (um abraço)! Tive uma curta experiência como Orientador Pedagógico, à Profissionalização, no Alentejo, muito interessante, mas que não foi suficiente para deixar o contacto directo com o aluno, e com os livros, os quais saem bastante enriquecidos com esse contacto permanente. Na verdade, é bem verdadeiro o velho ditado “ao ensinar, aprende-se duas vezes”. É esta a principal razão para continuar com o giz e o apagador, e não dentro de um qualquer gabinete, apesar dos problemas actuais do nosso ensino. Se, cada um de nós, dentro das suas possibilidades, características e competências, dermos algo aos outros, sairemos todos mais enriquecidos! O meu trabalho é fundamentalmente autodidacta, com muita pesquisa (nos livros, na Internet, no laboratório real e, agora, no virtual). Apesar das dificuldades do ensino, nunca desisti, e não vou desistir. Acredito que este país irá saber dar a volta por cima ! Depende de cada um de nós!
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