Os Benefícios Da Fotografia

A fotografia é, simultaneamente, uma Técnica e uma Arte. É uma Técnica porque exige o conhecimento de um conjunto de procedimentos técnicos relacionados com a produção de fotografia e a utilização da máquina fotográfica. É uma Arte porque tem uma componente artística que revela a sensibilidade de quem fotografa, as suas emoções e a sua forma de ver o mundo.

Da conjugação destas duas componentes – técnica e artística – podem de facto resultar fotografias de excecional qualidade nas quais, frequentemente, não se sabe onde começa a Arte e acaba a Técnica.

Para o público em geral, são conhecidos os benefícios que retira da observação das fotografias maravilhosas que se lhe depara ao olhar. O observador leigo em matéria de fotografia delicia-se com a componente, para si artística, da imagem que lhe é presente ao olhar. O observador conhecedor das técnicas de fotografia já consegue separar melhor as duas componentes e perceber aquilo que diz respeito à Técnica e aquilo que a Arte emprestou à fotografia, no seu conjunto.

Se para o público em geral são conhecidos os benefícios que obtém ao observar boas fotografias, qual será, ou quais serão os benefícios que o fotógrafo obtém à medida que vai refinando a sua Técnica e, simultaneamente, criando experiências onde materializa e desenvolve a sua Arte? 

Na verdade, são vários os benefícios que o fotógrafo, mais dotado ou menos dotado, retira da fotografia. Vejamos alguns desses benefícios: aumenta os seus conhecimentos técnicos numa área que o alicia; adquire um hobby que, para além de o ajudar a passar o tempo, lhe dá um enorme prazer; executa uma atividade onde faz constantemente novas descobertas, o que lhe promove bastante a auto-estima; desenvolve várias capacidades humanas, como a observação, a atenção, a concentração e a paciência; adquire  conhecimentos da Natureza, conhecimentos de leis físicas; ao partilhar as suas fotos e os seus conhecimentos, desenvolve amizades com muitas outras pessoas dedicadas a este hobby ou a esta profissão. Já para não falar daqueles que utilizam a fotografia como meio de subsistência própria e familiar. E muitos outros benefícios poderíamos aqui apresentar!

Dos benefícios referidos acima, um dos que mais me tem marcado como amador da fotografia é o de desenvolver a capacidade de observação daquilo que me cerca e de que bastante proveito tenho tirado nas minhas atividades de professor e de escritor. Com efeito, hoje, passados algumas dezenas de anos a praticar fotografia, olho para o que me rodeia com olhos diferentes do que o fazia há uns anos atrás. O meu olhar de hoje já incorpora a explicação física dos fenómenos, já antevê situações que ocorrerão sob determinadas condições, já fica mais justificadamente expectante em relação a ocorrências que se possam dar. Hoje, o meu olhar é mais objetivo do que era antes. Hoje distingo melhor o que é a essência das coisas e fenómenos daquilo que é acessório.

A experiência de vida acumulada, bem como a maior consciência social, são também fatores muito importantes na forma como se fotografa e naquilo que se fotografa, ao adquirirmos um novo olhar para as pessoas e coisas do dia-a-dia.

E tudo isto resulta da aprendizagem que se faz com a fotografia, com os conhecimentos técnicos, científicos e emocionais adquiridos e que nos obriga a prestar mais atenção àquilo que se fotografa, com um olhar mais emocional e atento à realidade social, para perceber como se deve fotografar. A aprendizagem em fotografia obriga-nos a observar melhor, a estar mais atento àquilo que acontece e porque é que acontece, obriga a estar mais concentrado antes e durante o ato fotográfico. 

Todos nós sabemos também qual a importância no ser humano destas três características: Observação, Atenção e Concentração. Nenhuma atividade pode ser convenientemente realizada pelo ser humano sem utilizar estas três características a um nível normal. Se as possuir em grau desenvolvido, tanto melhor executará as diferentes atividades do seu dia a dia. 

O bom fotógrafo aprende, por exemplo, a conhecer o movimento do sol, sua trajetória desde o Nascer do Sol até ao Pôr-do-Sol, bem como as diferentes tonalidades ao longo do dia, assim como a evolução das sombras dos objetos e pessoas, etc., etc.. Aprende a distinguir os diferentes tipos de aves, de plantas, de peixes e muitos outros seres vivos que não vamos aqui mencionar.

 Quanto à auto-estima, penso que ninguém tem dúvidas de que ao observar uma boa fotografia por si executada, o fotógrafo se sente enormemente satisfeito com o trabalho realizado, com a crítica feita por colegas e amigos e que tudo isso eleva enormemente a sua auto-estima.

 Alguém disse um dia que ‘A fotografia é a captura dos instantes fugidios, para os tornar eternos!’.

 Concluo dizendo que é um dos hobbies mais apaixonantes que existem e que preenchem muito a vida de quem o pratica, aliando a Arte à Técnica.

Bem haja a Fotografia!! Bem haja os precursores desta nobre Arte!

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15 de Outubro de 2013 

JMatias

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Sobre josematias

Licenciado em Engenharia Electrotécnica, ramo Energia e Potência, pelo I.S.T., em 1977, cedo comecei a leccionar no Ensino Secundário, desde 1975 até à data. A falta, então existente, de material didáctico para o apoio das aulas teóricas e práticas da área de Electrotecnia/Electrónica, fez despertar a necessidade de produzir textos de apoio para os alunos que, em colaboração com o colega Ludgero Leote, permitiu que fossem publicados os livros ‘Automatismos Industriais – Comando e regulação’, ‘Sistemas de Protecção Eléctrica’ e ‘Produção, Transporte e Distribuição de Energia’, em 1981/2/3. A partir daí, nunca mais parei de escrever, o que para mim é um prazer! O colega Leote, com outros interesses diversificados, desistiu de escrever para publicação. Escrevi ainda o livro Máquinas Eléctricas-Transformadores com o colega José Rodrigues que, entretanto, se deslocou para o Portugal ‘profundo’ (um abraço)! Tive uma curta experiência como Orientador Pedagógico, à Profissionalização, no Alentejo, muito interessante, mas que não foi suficiente para deixar o contacto directo com o aluno, e com os livros, os quais saem bastante enriquecidos com esse contacto permanente. Na verdade, é bem verdadeiro o velho ditado “ao ensinar, aprende-se duas vezes”. É esta a principal razão para continuar com o giz e o apagador, e não dentro de um qualquer gabinete, apesar dos problemas actuais do nosso ensino. Se, cada um de nós, dentro das suas possibilidades, características e competências, dermos algo aos outros, sairemos todos mais enriquecidos! O meu trabalho é fundamentalmente autodidacta, com muita pesquisa (nos livros, na Internet, no laboratório real e, agora, no virtual). Apesar das dificuldades do ensino, nunca desisti, e não vou desistir. Acredito que este país irá saber dar a volta por cima ! Depende de cada um de nós!
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