O Que São Díodos?

 Díodos ou diodos são componentes elétricos pertencentes à família dos semicondutores. Os semicondutores são dispositivos fabricados à base de Silício (Si) ou de Germânio (Ge), constituídos pela junção de duas pastilhas de Silício ou de Germânio com impurezas de materiais diferentes, ficando uma delas com excesso de cargas positivas (semicondutor tipo P) e a outra com excesso de cargas negativas (semicondutor tipo N).

Desta forma, ao ligar os dois materiais entre si – tipo P com tipo N -, obtém-se aquilo a que se chama uma junção PN ou díodo semicondutor. Utilizando o Silício, por exemplo, adicionam-se-lhe átomos de Índio (In) para obter o semicondutor do tipo P e adicionam-se-lhe átomos de Fósforo (P), Arsénio (As) ou Antimónio (Sb) para obter o semicondutor do tipo N – a estas operações dá-se o nome de dopagem do semicondutor. A junção PN assim formada fica com dois terminais. Ao terminal ligado ao semicondutor tipo P, dá-se o nome de Ânodo (A). Ao terminal ligado ao semicondutor tipo N, dá-se o nome de Cátodo (K). O Ânodo A é reconhecido num díodo por ter próximo uma risca circular, em torno do encapsulamento respetivo.

A junção PN pode ser ligada a uma fonte de alimentação de corrente contínua de duas formas diferentes:

  1. Polarização direta – Liga-se o terminal positivo (+) da fonte de alimentação ao terminal P da junção e, portanto, o terminal negativo (-) da fonte ao terminal N da junção semicondutora.
  2. Polarização inversa – Liga-se o terminal positivo (+) da fonte de alimentação ao terminal N da junção e, portanto, o terminal negativo (-) da fonte ao terminal P da junção semicondutora.

Na polarização dircta, o díodo conduz fortemente, pois tem uma resistência eléctrica interna muito baixa.

Na polarização inversa, o díodo praticamente não conduz pois tem uma resistência elétrica interna muito elevada – diz-se que está ao corte!

Se a fonte de alimentação for alternada, então o díodo conduz num dos sentidos da corrente elétrica e não conduz no outro sentido da corrente. Diz-se então que o díodo faz uma retificação simples da corrente alternada fornecida pela fonte.

A retificação de onda completa, que pode utilizar dois ou quatro díodos, consoante a montagem, permite que o recetor seja alimentado pelas duas alternâncias da corrente fornecida pela rede de corrente alternada, embora a corrente no recetor tenha um só sentido. Na retificação de onda completa, a potência fornecida ao recetor duplica, relativamente à retificação simples.

O díodo tem várias aplicações, nomeadamente:

  1. Pode funcionar como interruptor automático, ao impor o sentido de alimentação de uma dada carga.
  2. Pode funcionar como proteção contra a troca de polaridades, por descuido,  do circuito ou dos recetores.
  3. Pode funcionar como retificador da corrente alternada da rede elétrica, impondo um sentido determinado para a alimentação das cargas.

Um dos inconvenientes do díodo consiste no facto de necessitar de cerca de 0,7 V para começar a conduzir, ficando com essa queda de tensão aos seus terminais.

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p align=”center”>Bons trabalhos! Boas práticas!

14 de Maio de 2011 

José Vagos Carreira Matias 

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Sobre josematias

Licenciado em Engenharia Electrotécnica, ramo Energia e Potência, pelo I.S.T., em 1977, cedo comecei a leccionar no Ensino Secundário, desde 1975 até à data. A falta, então existente, de material didáctico para o apoio das aulas teóricas e práticas da área de Electrotecnia/Electrónica, fez despertar a necessidade de produzir textos de apoio para os alunos que, em colaboração com o colega Ludgero Leote, permitiu que fossem publicados os livros ‘Automatismos Industriais – Comando e regulação’, ‘Sistemas de Protecção Eléctrica’ e ‘Produção, Transporte e Distribuição de Energia’, em 1981/2/3. A partir daí, nunca mais parei de escrever, o que para mim é um prazer! O colega Leote, com outros interesses diversificados, desistiu de escrever para publicação. Escrevi ainda o livro Máquinas Eléctricas-Transformadores com o colega José Rodrigues que, entretanto, se deslocou para o Portugal ‘profundo’ (um abraço)! Tive uma curta experiência como Orientador Pedagógico, à Profissionalização, no Alentejo, muito interessante, mas que não foi suficiente para deixar o contacto directo com o aluno, e com os livros, os quais saem bastante enriquecidos com esse contacto permanente. Na verdade, é bem verdadeiro o velho ditado “ao ensinar, aprende-se duas vezes”. É esta a principal razão para continuar com o giz e o apagador, e não dentro de um qualquer gabinete, apesar dos problemas actuais do nosso ensino. Se, cada um de nós, dentro das suas possibilidades, características e competências, dermos algo aos outros, sairemos todos mais enriquecidos! O meu trabalho é fundamentalmente autodidacta, com muita pesquisa (nos livros, na Internet, no laboratório real e, agora, no virtual). Apesar das dificuldades do ensino, nunca desisti, e não vou desistir. Acredito que este país irá saber dar a volta por cima ! Depende de cada um de nós!
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